O impacto nas contas públicas do reajuste em 10% no programa Bolsa Família,
anunciado pela presidente Dilma Rousseff, será de R$ 1,7 bilhão este
ano. Em 2015, o valor sobe para R$ 2,7 bilhões. Os dados foram
divulgados hoje pela ministra Tereza Campello (Desenvolvimento Social), escalada para explicar o reajuste anunciado pela presidente Dilma Rousseff em pronunciamento pelo Dia do Trabalho.
A ministra disse que o deficit está previsto no Orçamento da pasta este
ano, por isso não haverá cortes em outros setores para garantir o
reajuste. Com o aumento, o benefício básico do programa vai subir de R$ 70 para R$ 77.
O valor médio recebido pelas famílias com o reajuste sobe para R$ 167.
Segundo a ministra, ele era de R$ 94 quando Dilma assumiu o governo, em
2011.
O decreto da presidente Dilma ampliando o valor do Bolsa Família publicado hoje no "Diário Oficial" da União
prevê que cada família do programa receba pelo menos R$ 77. Se os
benefícios somados não atingirem esse valor, o governo vai completá-lo
para que seja atingido. O decreto também aumenta de R$ 32 para R$ 35 o
valor recebido para famílias com crianças e jovens até 15 anos.
A ministra disse que o valor de 10% foi calculado com base nos
critérios utilizados pelo governo desde que o Bolsa Família foi criado,
em 2003, com a referência de atualização de US$ 1,25 por dia/per capita o
mesmo adotado para definir a linha de pobreza. "O Brasil sempre
utilizou US$ 1,25. O critério de atualização é indicado
internacionalmente, com a paridade de poder de compra do dólar",
afirmou.
A ministra disse que o anúncio do reajuste ocorreu agora porque é um
"ritual" do governo ampliar valores do programa anualmente, sem vínculos
eleitorais. "É uma medida a mais a ser feita. Estranho é criticarem,
mas temos que comemorar que finalmente as pessoas estão preocupadas com
os pobres."