Procurados pela polícia, os dois supostos autores do atentado ao jornal se entrincheiraram com um refém em uma pequena empresa em Dammartin-en-Goële, a 40 km de Paris, após um tiroteio com as forças de segurança. Eles acabaram mortos ao fim do cerco, quase 50 horas após o ataque à sede do semanário de humor parisiense, onde fizeram 12 vítimas.
No mercado judaico de Porte de Vincennes, quatro reféns que eram mantidos por Amedy Coulibaly morreram. Outras pessoas que estavam no mercado foram libertadas com vida. Coulibaly também é suspeito de ter matado uma policial no dia anterior. Ele teria afirmado estar "sincronizado" com os irmãos suspeitos do ataque ao jornal.
Procurada
A polícia procura agora uma mulher de 26 anos, Hayat Boumeddiene, por associação com Amedy Coulibaly, o sequestrador que foi morto no mercado de Vincennes. O "Le Monde" afirma que Boumeddiene, que seria namorada do suspeito, não estava presente no sequestro.
Em mensagem de áudio à TV BMFTV, Coulibaly disse que estava "sincronizado" com os suspeitos do ataque ao "Charlie Hebdo". Em pronunciamento nacional após a ação policial, o presidente francês, François Hollande, disse que a França conseguiu enfrentar o atentado terrorista, mas que as ameaças ao país não terminaram.
Como começou
O ataque ao jornal aconteceu na manhã de quarta-feira (7) na sede do jornal, que já havia sido alvo de um ataque no passado após publicar uma caricatura do profeta Maomé.
Os dois supostos autores do massacre fizeram um refém em uma pequena empresa a 40 km de Paris, após um tiroteio com as forças de segurança.
A busca pelos suspeitos passou antes pelas regiões de Villers-Cottêrets, onde os suspeitos foram vistos, e Crépy-em-Valois, antes de ser direcionada a Dammartin-en-Goële. Incidentes localizados foram reportados em Paris na quarta e quinta-feira, incluindo a morte de uma policial em Montrouge. Essa policial teria sido morto por Amedy Coulibaly.