quinta-feira, 28 de maio de 2015

Polícia apreende meia tonelada de maconha enterrada em Santo Estevão




Charles Santos, o “Brau”, está foragido
A polícia está à procura de Charles de Santana Santos, o “Brau”, de 24 anos, dono de meia tonelada de maconha apreendida por investigadores da Delegacia Territorial (DT), de Santo Estevão, enterrada no quintal de um imóvel, no povoado da Conga, na zona rural daquele município. Avaliada em R$ 100 mil, a droga estava acondicionada em dezenas de tabletes, tendo sido encontrada pela polícia na segunda-feira (25).

Ao perceber a aproximação dos policiais, Charles conseguiu fugir em direção a uma mata, na região. O imóvel onde a droga estava escondida fica ao lado de um posto de lavagem de veículos, de propriedade do traficante. Segundo o delegado Euvaldo Costa, titular da DT/Santo Estevão, o estabelecimento era utilizado para comercialização da droga e lavagem do dinheiro da venda.

No interior do posto, foram apreendidos uma balança eletrônica, uma motocicleta Yamaha 125 cc, vermelha, com chassi adulterado, sem placa, utilizada para distribuição da droga, um Voyage 1.6, de placa AVE-6749, prata, em nome da mãe de “Brau”, e uma Saveiro Cross, cor prata, de placa OUM-7004, em nome de Claudio Gomes Rodrigues.

Munição para calibre 380, também foi localizada pelos investigadores em outros dois imóveis vizinhos, também pertencentes ao traficante. “Brau” vinha sendo investigado há dois meses e será indiciado em inquérito policial por tráfico de drogas.

A droga foi avaliada em R$ 100 mil

DECISÃO: Prazo de carência de 18 meses vale para todos os contratos do FIES não amortizados

Crédito: Imagem da WebDECISÃO: Prazo de carência de 18 meses vale para todos os contratos do FIES não amortizados
A 5ª Turma do TRF da 1ª Região estendeu o prazo de carência de 18 meses aludido na Lei 11.941/2009 a todos os contratos de financiamento estudantil com recursos do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES). A decisão, válida em todo o território nacional, refere-se aos contratos que ainda não estejam em fase de amortização.

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública, com pedido de antecipação de tutela, contra o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal (CEF) objetivando a extensão do prazo carencial de 18 meses a todos os contratos de financiamento estudantil que ainda não estejam em fase de amortização; a expedição de ordem ao BB e à CEF para que se abstenham de iniciar a cobrança dos devedores antes do citado prazo de carência e que seja determinada ao FNDE a publicação da decisão em seu sítio eletrônico. Requereu também que, em caso de descumprimento, seja aplicada multa de R$ 10 mil aos promovidos.

Em primeira instância, o pedido foi julgado parcialmente procedente para estender o prazo carencial de 18 meses a todos os contratos de financiamento estudantil que ainda não estejam em fase de amortização, bem como para determinar que as instituições financeiras se abstenham de iniciar a cobrança dos devedores antes de transcorrido o citado prazo.

Todos os envolvidos recorreram ao TRF1 contra a sentença. FNDE, BB e CEF pugnam pela nulidade do processo, uma vez que a União Federal não foi citada na condição de litisconsorte passiva necessária. No mérito, sustentam o descabimento da pretensão deduzida na inicial. O MPF, por sua vez, pediu a extensão da eficácia da sentença monocrática para todo o território nacional e que o FNDE seja obrigado a publicar em seu site as informações constantes da decisão.

Voto – Com relação ao argumento apresentado pelo FNDE, BB e CEF de que a União deveria ter sido citada como litisconsorte, o relator, desembargador federal Souza Prudente, destacou que “não se vislumbra a hipótese legal de formação de litisconsórcio passivo necessário com a União Federal, cuja atuação, em casos como tais, limita-se à implementação das políticas públicas de oferta do financiamento”.

Sobre a alegação de descabimento da pretensão deduzida, o magistrado esclareceu que o TRF1 já firmou entendimento no sentido de que “a norma que prevê prazo de carência de 18 meses há de se aplicar aos contratos vigentes, cujo referido direito ainda não foi realizado, mesmo que assinados no tempo anterior à vigência da Lei 11.941/2009”.

Nesses termos, a Turma negou provimento aos recursos interpostos pelo FNDE, pelo BB e pela CEF e deu provimento à apelação do MPF para determinar que a eficácia da sentença de primeiro grau tenha alcance em todo o território nacional, impondo-se, ainda, a obrigação de fazer ao FNDE consistente na divulgação deste julgado em sua página eletrônica.

A decisão foi unânime.

Processo º 0009962-67.2014.4.01.3500/GO
Data da decisão: 27/5/2015

JC

Assessoria de Comunicação Social
Tribunal Regional Federal da 1ª Região
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Presos que lideraram greve de fome em Itabuna são transferidos para Serrinha



Os 20 presos do Conjunto Penal de Itabuna, que lideraram a greve de fome de 48h, iniciada na segunda-feira (25), foram transferidos para outras unidades penais do estado. A transferência aconteceu na manhã desta quinta-feira (28).

Segundo informações da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap), os detentos que cumprem regime fechado foram encaminhados para o presídio de Serrinha. Os detentos do regime semi-aberto foram transferidos para Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.

A greve de fome foi orquestrada por 20 presos e cerca de 500 detentos de um mesmo pavilhão aderiram ao motim.

Os presos protestavam contra a transferência de companheiros de pavilhão após rebelião ocorrida no presídio de Itabuna, em maio de 2014. A ação foi finalizada 48h depois, na manhã da quarta-feira (27).

Feira de Santana - Na terça-feira (26), 17 detentos do presídio de Feira de Santana também foram transferidos para a unidade prisional de Serrinha, após a rebelião que deixou nove presos mortos e outros quatro feridos na tarde do último domingo (24).

O motim tomou o Pavilhão 10 do Conjunto Penal, cujas 38 celas eram ocupadas por 336 presos, embora a capacidade seja de pouco mais de 150. Dados da Seap apontam que, até o último dia 19, haviam 1.467 presos no local, enquanto a capacidade é para 644.

Doméstica é presa e autuada por tráfico de drogas no Parque das Rosas em Mossoró




Uma mulher identificada como,Larissa Gabriella Pereira da Dilva 19 anos, moradora do Parque das Rosas do Santa Delmira,em Mossoró,no Rio Grande do Norte,foi presa e autuada por tráfico de drogas.

A prisão da doméstica,se deu por volta das 19h20min da noite de quarta feira 27 de maio,depois de uma abordagem feita pelos Agentes da DENARC,na casa dela. Os policiais receberam denuncia através do Disk Denuncia 197.

Os agentes encontraram,240 trouxinhas de maconha,prontas para comercialização,
01 tablete grande pesando 460 gramas e mais Três tabletes pequenos da droga.

Segundo os Policiais,esse material estava escondido em uma cômoda do quarto. Após uma nova revista desta feita na bolsa de Larissa,foram encontradas mais 14 trouxinha de maconha.

Ela foi conduzida à Delegacia de Plantão no Alto São Manoel e depois de autuada no artigo 33,foi encaminhada ao Pavilhão Feminino da Penitenciária Mário Negócio onde aguarda decisão da Justiça.

Jovem é preso por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, em Parnaíba


O Serviço Reservado do 2º Batalhão de Polícia Militar do Piauí prendeu Janilson Douglas Ferreira de Souza, de 22 anos, conhecido “Curirim”, e sua irmã Jaqueline Maria Ferreira de Souza, na manhã desta terça-feira (26/05) no Conjunto Joaz Souza, Bairro São Vicente de Paula, em Parnaíba, por acusação de venda de drogas e porte ilegal de arma de fogo.
A venda de drogas foi descoberta após uma denúncia anônima à Polícia Militar e a casa passou a ser monitorada pelos policiais do reservado. Os militares adentram na casa e com apoio de uma guarnição comandada pelo oficial do Comando de Policiamento da Área (CPA), o tenente Wilton Alves.
Na casa foram encontradas 65 gramas de maconha, R$ 34 em dinheiro, sete celulares, um tablet, 2 rojões e um revólver calibre 38 e seis munições intactas, chaves de veículos da marca GM, Honda e Yamaha. Segundo a polícia, os irmãos mantêm o tráfico de drogas naquele conjunto. E este é meio de vida dos mesmos, inclusive o esposo de Jaqueline Souza, está peso por tráfico de drogas. Os irmãos foram levados para a Central de Flagrantes.
Fonte:Proparnaiba
Fotos:Kairo Amaral/MN

Câmara aprova doações de empresas a partidos e fim da reeleição

Foto: Gustavo Lima | Câmara dos Deputados
Em mais uma noite tensa de votação, a Câmara dos Deputados aprovou, por ampla maioria, a inclusão na Constituição Federal da possibilidade de doações de empresas a partidos políticos. O resultado foi uma reviravolta em relação à noite anterior, quando a Casa rejeitou as doações diretas aos candidatos. Na mesma noite, os deputados também aprovaram outra importante mudança: o fim da reeleição para cargos executivos.
Ambas as propostas de alteração da Constituição aprovadas hoje precisam ser votadas mais uma vez na Câmara e duas no Senado Federal para passar a valer.
O resultado desta quarta-feira representa uma vitória para Eduardo Cunha, presidente da casa, que ontem teve duas propostas rejeitadas na votação da Reforma Política.
Não estava previsto que voltasse a ser apreciada qualquer proposta de emenda constitucional permitindo o financiamento de empresas, após o resultado de terça-feira.
No entanto, Cunha conseguiu o apoio da maioria dos partidos para rever o acordo anterior dos líderes e incluir o tema novamente em votação, sob o argumento de que a nova proposta tratava apenas da doação a partidos e, portanto, era diferente da emenda rejeitada na noite anterior.
A decisão de votar outra proposta sobre o tema gerou revolta na bancada do PT, que defende a proibição total das doações de empresas.
Cunha é um dos principais defensores da inclusão do financiamento empresarial na Constituição – ele gastou R$ 6,5 milhões na campanha de 2014, quando obteve recursos de empresas de mineração, bebidas, telecomunicação, bancos, entre outras.
A tentativa de incluir na Constituição Federal as doações de empresas é uma reação ao julgamento sobre o tema Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente, a corte está analisando se doações de empresas são inconstitucionais, e a maioria dos ministros já se pronunciou pela proibição. No entanto, o julgamento está há mais de um ano parado por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
"Mudança de sistema, fim da reeleição, é tudo cortina de fumaça. O objetivo (da Reforma Política) é colocar na Constituição o financiamento empresarial. Essa votação é uma coletânea de votos perdidos no Supremo. Perderam no Supremo e agora querem aprovar", criticou o deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA).
Presidente da Casa disse que deputados sentiram-se "mais confortáveis" com nova proposta sobre doações de empresas
Eduardo Cunha | Foto: ABr
Para que a Constituição seja alterada, é necessário ao menos 308 votos dos 513 deputados. A possibilidade de doação de empresas a partidos teve 330 votos favoráveis, um virada expressiva em relação ao resultado da votação que rejeito a doação direta a candidatos (264 manifestações a favor).
Durante todo o dia, Cunha mobilizou seus aliados, para mudar os votos dos que votaram contra as doações a candidatos. Partidos pequenos teriam sido ameaçados com a votação de propostas que limitem mais seu acesso a recursos dos fundo partidário e ao tempo de propaganda TV, caso não apoiassem o financiamento empresarial.
A maior mudança veio dos 38 deputados do bloco composto por PRB e outros oito partidos nanicos, que haviam votado em peso contra as doações a candidatos e hoje apoiaram quase integralmente o financiamento de partidos por companhias.
Líder do bloco, o deputado Celso Russomano (PRB-SP) disse que o grupo cedeu para viabilizar um acordo de alteração da Constituição. Segundo ele, não seria certo o STF decidir sobre o tema no lugar do Congresso.
"Não houve mudança, temos um conceito no bloco de que o correto são apenas as doações de pessoas físicas. Mas, para haver acordo de um texto constitucional, nós cedemos para o menos pior, o financiamento através dos partidos", explicou.
Para o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), a virada na votação foi resultado de um "choque de realidade" dos parlamentares. "A maioria dos deputados não sabe fazer campanha sem doações de empresa", afirmou.
Eduardo Cunha afirmou que os deputados que não queriam financiamento direto para candidatos sentiram-se "mais confortáveis" com a proposta de hoje. "Que aliás era o texto original. O que aconteceu foi um erro ontem, um erro político. Acabou não tendo ontem aprovação e hoje, na medida que era (doação) por partido, os deputados se sentiram mais confortáveis para votar."
Doações de empresas a candidatos e partidos políticos estão na berlinda devido às revelações de irregularidades pela Operação Lava Jato. As investigações apontam que empresas teriam financiado campanhas de políticos de diversos partidos com recursos públicos desviados da Petrobras.
Alvo de maior desgaste devido à operação, o PT anunciou recentemente que continuará recebendo doações de empresas, mas proibiu seus candidatos de serem financiados diretamente por companhias.
Antes da aprovação das doações empresariais, foram rejeitadas as propostas de permitir que as campanhas fossem financiadas apenas por recursos públicos ou também por doações de pessoas físicas.
Caso o financiamento empresarial passe nas próximas votações da Câmara e do Senado, os limites máximos de arrecadação e os gastos de recursos para cada cargo eletivo deverão ser definidos em lei.
Leia mais: Quase 40 países já proíbem doações de empresas a candidatos

Contra a reeleição

O fim da reeleição foi aprovado por ampla maioria dos deputados, com raro consenso entre os três principais partidos: PMDB, PSDB e PT. Foram 452 votos a favor e apenas 19 contra.
Os parlamentares ressaltaram, no entanto, que o fim da possibilidade de candidatar-se para um segundo mandato consecutivo não atinge atuais governadores e prefeitos, que poderiam fazê-lo em 2016 e em 2018.
O mecanismo foi aprovado em 1997, por interesse do PSDB, que queria manter Fernando Henrique Cardoso mais quatro anos na Presidência. A aprovação na medida no Congresso na época foi controversa e houve denúncia de compra de votos.
Propostas precisam ser votadas mais uma vez na Câmara e duas no Senado. Se aprovadas, não podem ser vetadas
Congresso Nacional | Foto: BBC
O argumento dos que criticam hoje a reeleição é que o candidato que está no poder tem vantagem na corrida eleitoral, já que controla a máquina pública.
Além disso, os opositores da medida afirmam que os governantes conduzem a administração já pensando na renovação do seu mandato. "Há muitos problemas, principalmente em prefeituras menores, (prefeitos) que acabam fazendo mandatos em função da reeleição", disse Eduardo Cunha.
Dois cientistas políticos ouvidos pela BBC Brasil, porém, criticaram a ideia de acabar com a possibilidade de reeleição. Para Antonio Lavareda, professor da Universidade Federal de Pernambuco, ela é positiva na medida em que "ajuda a possibilitar a continuidade por um período maior de algumas políticas públicas".
Já Rafael Cortez, da consultoria Tendências, considera que a possibilidade de conquistar um segundo mandato é "um incentivo para o bom comportamento dos governos".

Duração dos mandatos e voto facultativo

A alteração do tempo de duração dos mandatos para cinco anos e a coincidência de todos os mandatos – de modo que as eleições municipais, estaduais e federal ocorram no mesmo ano – ainda devem ser votados nesta semana, no que promete ser mais uma sessão polêmica.
Quem defende a coincidência das eleições argumenta que as eleições "param o país", ao mudar o foco dos políticos de seus mandatos para a disputa eleitoral.
No entanto, especialistas consultados pela BBC Brasil criticam a medida. Rafael Cortez, da consultoria Tendências, considera que a realização de eleições municipais na mesma data que os pleitos presidencial e estaduais geraria um excesso de informação a ser assimilado pelo eleitor e poderia tirar atenção das disputas locais.
A proposta de voto facultativo está prevista para ser uma das últimas em votação. Atualmente, o voto é permitido a partir dos 16 anos e obrigatório para quem tem entre 18 anos e 60 anos - dentro dessa faixa etária, quem deixar de votar precisa justificar a falta ou pagar uma multa. Caso não o faça, fica sujeito a penalidades.
O voto facultativo é adotado em boa parte dos países desenvolvidos. Dessa forma, um dos maiores desafios dos candidatos é convencer o leitor a exercer seu direito. Em muitos países, o ceticismo em relação à política tem provocado baixos índices de comparecimento às urnas.

Câmara aprova fim da reeleição para presidente, governador e prefeito

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27), por 452 a favor, 19 contra e uma abstenção, o fim da reeleição para presidente da República, governador e prefeito. A votação foi parte da série de sessões iniciada nesta semana, destinada à apreciação das propostas de reforma política.

O texto do fim da reeleição, de autoria do relator, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), não altera o tempo atual de mandato (quatro anos), mas, nesta quinta-feira (28), o plenário analisará a ampliação da duração do mandato para cinco anos. Antes de votar o fim da reeleição, os deputados rejeitaram nesta quarta o financiamento exclusivamente público das campanhas e aprovaram a doação de empresas a partidos, mas não a candidatos.

A proposta de emenda à Constituição da reforma política começou a ser votada no plenário nesta terça (26). Por decisão dos líderes partidários, cada ponto da PEC, como o fim da reeleição, será votado individualmente, com necessidade de 308 votos para a aprovação de cada item. Ao final, todo o teor da proposta de reforma política será votado em segundo turno. Se aprovada, a PEC seguirá para análise do Senado.

Fim da reeleição - Pelo texto aprovado pelos deputados, a nova regra de término da reeleição não valerá para os prefeitos eleitos em 2012 e para os governadores eleitos em 2014, que poderão tentar pela última vez uma recondução consecutiva no cargo. O objetivo desse prazo para a incidência da nova regra foi obter o apoio dos partidos de governantes que estão atualmente no poder.

Durante a votação em plenário, os líderes de todos os partidos orientaram que os deputados das bancadas que votassem a favor do fim da reeleição.

“O entendimento da nossa bancada é que [a reeleição] foi um instrumento que não se mostrou produtivo para o nosso país”, disse o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ).

Também defensor do fim da reeleição, o líder do Solidariedade, Arthur Maia (BA), argumentou que o uso da máquina pública pelo governante que está no poder torna desigual a disputa com outros candidatos.

“É desigual e injusto alguém disputar eleição contra o governante que está no poder com todos os favorecimentos que este poder proporciona”, discursou.

O líder do PT, Sibá Machado (AC), defendeu o fim da reeleição, com a manutenção do mandato de quatro anos.

“Nossa bancada vai orientar o voto sim, pelo fim da reeleição. Todos nós sabemos que a reeleição foi introduzida por um governo do PSDB”, declarou.

O PSDB também defendeu acabar com a possibilidade de reeleição, ressaltando porém, que essa regra “cumpriu o seu papel histórico”.

“A avaliação da bancada é que devemos caminhar para um novo ciclo, pelo fim da reeleição com mandato de cinco anos. Amanhã [quinta[, discutiremos o período do mandato”, disse o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG).

Financiamento - Mais cedo, nesta quarta, a Câmara aprovou incluir na Constituição autorização para que empresas façam doações de campanha a partidos políticos, mas não a candidatos.

As doações a candidatos serão permitidas a pessoas físicas, que poderão doar também para partidos. O texto foi aprovado por 330 votos a favor e 141 contra.

No início da madrugada de quarta, o plenário havia rejeitado emenda de autoria do PMDB que previa doação de pessoas jurídicas tanto a partidos quanto a campanhas de candidatos.

A derrubada dessa emenda foi interpretada por lideranças políticas como uma derrota do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do vice-presidente Michel Temer, que negociaram pessoalmente a votação do artigo da PEC.

O PMDB, então, se empenhou para aprovar, pelo menos, uma emenda que garantisse a doação de empresas aos partidos políticos.

Outras siglas da base aliada e da oposição defenderam a proposta, como o PR. “Esse é o texto mais equilibrado que temos. Impede a doação a varejo aos candidatos, mas permite a doação aos partidos. Posteriormente as leis estabelecerão limites a essas doações”, disse o líder do PR, Maurício Quintella Lessa.

O PT, porém, favorável ao financiamento exclusivamente público, se posicionou contra. O vice-líder do partido Alessandro Molon (PT-RJ) defendeu a derrubada da emenda para que se negociasse, posteriormente, uma solução em projeto de lei que garantisse maior “equilíbrio” na distribuição de recursos de campanha.

“Se derrotarmos, teremos tempo para conseguir uma solução para todos nós. Hoje, pela regra, qualquer um de nós pode receber, partidos e candidatos. Se essa emenda for aprovada, só os partidos poderão receber recursos. Vamos encontrar uma solução que estabeleça uma distribuição equânime”, defendeu.