terça-feira, 28 de abril de 2015

É oficial: Mesmo sendo campeão baiano, Conquista está fora da Série D 2015


É oficial: Mesmo sendo campeão baiano, Conquista está fora da Série D 2015
Foto: Júnior Patente
A Federação Bahiana de Futebol (FBF) divulgou nesta terça-feira (28) uma nota oficial esclarecendo o critério de definição das vagas para a Copa do Nordeste e o Campeonato Brasileiro da Série D. Apesar do regulamento da competição apresentar um precedente para uma vaga ao Vitória da Conquista, a entidade, por meio do comunicado, salientou que o terceiro colocado é quem terá o direito de escolha entre a disputa da Série D deste ano ou do Nordestão de2016, ficando o quarto colocado com a competição remanescente. O mesmo comunicado também deixou claro que esta prerrogativa foi aprovada pelos clubes participantes em um conselho técnico, ocorrido no final do ano passado.

Publicidade STF manda 9 executivos detidos na Lava Jato para prisão domiciliar


Ricardo Ribeiro Pessoa, presidente da UTC (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo) A segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (28), por três votos a favor e dois contra, conceder prisão domiciliar a nove empresários investigados pela Operação Lava Jato. O tribunal, no entanto, determinou que os executivos terão de utilizar tornozeleiras.
Entre os executivos beneficiados pela decisão do STF está o dono da construtora UTC, Ricardo Ribeiro Pessoa, apontado pelo Ministério Público Federal como líder do cartel de empreiteiras que pagava propina para fraudar licitações e obter contratos superfaturados na Petrobras.
Dos cinco integrantes da Segunda Turma, votaram pela concessão de prisão domiciliar aos empresários os ministros Teori Zavascki, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Já os ministros Cármen Lúcia e Celso de Melo se manifestaram pela manutenção das prisões preventivas (sem prazo determinado). Não cabe mais recurso à PGR para manter o dono da UTC preso.
Inicialmente, os magistrados derrubaram a prisão preventiva de Ricardo Pessoa, decretada em novembro do ano passado pelo juiz federal Sergio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância.
Ao final da sessão, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, propôs libertar também outros oito executivos presos desde novembro: Assim, foi estendida a soltura a Agenor Franklin, José Ricardo Breguirolli, Gerson de Mello Almada, Sergio Mendes, Erton Medeiros, João Ricardo Auler, José Aldemar Pinheiro Filho e Matheus Coutinho.
 
No pedido de liberdade feito ao STF, a defesa de Ricardo Pessoa alegou que o empresário já deixou a presidência da UTC e que a construtora foi proibida de fechar novos contratos com a Petrobras.
Relator dos processos da Lava Jato no STF, o ministro Teori Zavascki votou a favor da soltura argumentando que houve mudança nas circunstâncias que justificaram a prisão de Ricardo Pessoa em novembro.
O magistrado destacou que recebeu informações do juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância, de que a ação penal a que Pessoa responde na Justiça Federal já está em sua fase final, com depoimentos de testemunhas, realização de perícias e coleta de provas. “O panorama fático atual é inteiramente diferente. A prisão preventiva exauriu sua utilidade”, ponderou.
Zavaski sustentou que os riscos de novos crimes ou prejuízo às investigações foram reduzidos e podem ser evitados agora com as chamadas medidas cautelares. Tratam-se de restrições que substituem a prisão, como afastamento da empresa, permanência em casa, proibição de contato com outros investigados e de deixar o país, além de monitoramento eletrônico. Em seu voto, o relator determinou que todas essas medidas fossem aplicadas.
“Embora não se negue que a prisão preventiva foi apoiada em elementos idôneos, buscava evitar a reiteração criminosa. É certo que, atualmente, considerado o decurso de tempo, a medida extrema já não se faz mais indispensável, podendo ser substituída por medidas alternativas”, defendeu o Zavascki.
Responsável pela acusação, a Procuradoria Geral da República argumentava que, em liberdade, Pessoa poderia continuar praticando crimes e poderia prejudicar as investigações.
Em seu parecer, favorável à manutenção da prisão do empresário, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ressaltou que Ricardo Pessoa praticou “condutas delitivas” mesmo após a deflagração da Operação Lava Jato, em março de 2014. Também alegou relação do executivo com o doleiro Alberto Youssef, acusado de ser um dos principais operadores do esquema de corrupção.
“A própria proximidade do paciente [Pessoa] com Alberto Youssef é sintomática de que suas atividades eram próprias de alguém que atuava em práticas ilícitas há longa data e estava acostumado com referido contexto delitivo”, destacou Janot.
Além disso, Janot observou que Pessoa, mesmo tendo se afastado do comando da UTC, ainda é sócio majoritário da empresa. Segundo o procurador-geral, a empresa ainda tem contratos e obras em andamento na Petrobras cujos valores ultrapassam R$ 7 bilhões.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Serrinha: Pais usam filhos para comprar cachaça isso é certo ou errado?

As vezes acompanhamos através das emissoras de televisão reportagens  
  com pais pedindo ajuda para curar os filhos de vícios da cachaça e de outros tipos de drogas existem pessoas quê acham quê só é droga o crak a maconha entre ouros  a cachaça . Eles dizem quê não quê é a penas uma via de escape para os problemas outros chegam a dizer quê é para se divertir e assim vão levando a vida com esse pensamento bêbado se tem filhos não param para  pensar . No futuro dos filhos e isso não é só o pai não a mãe também estão indo pelo mesmo caminho que um exemplo? Aqui estão diante de seus olhos e tanto a primeira imagem quanto a segunda estão mostrando a mais pura e triste realidade são crianças vindo do bar levando para casa cerveja fazendo mandado de pai mãe e de irmãos. Na minha opinião os donos de bares ou outro comercio qualquer quê vendem cachaça devem serem chamados a tensão pelas autoridade para quê cenas dessa natureza possam deixar de existir por quê do contrário teremos uma geração nova só de pessoas com problema com álcool . Onde  anda o estatuto da criança e do adolescente o quê estão fazendo o conselho tutelar de Serrinha e das outras cidades onde essa cena com certeza também acontecem ? Os pais devem responderem judicialmente por qualquer ato quê ponha a integridade física e moral da criança em risco a final as crianças de hoje será os cidadãs de amanhã os políticos quê tanto usam crianças em suas campanhas eleitorais o quê estão fazendo em pró das crianças? Elas só são úteis na hora de vocês irem com a equipe nos bairros explorar a miséria e a fome delas e de sua famílias só para isso? As eleições estão chegando e os sugadores do nosso sistema político com toda certeza já estão afiando suas unhas para cravar nas vitimas quê tem a mente curta como os políticos mesmo falam fazendo hora da cara de quem os sustentam . Vamos abrir os olhos para quê depois não seja tarde como agora está sendo o salário lá em baixo parado querendo subir mais os sugadores do sistema sempre puxando mais ainda para baixo.    

Foro Reportagem Nem Silva. 

Criança morre após desabamento em bairro de Salvador

Criança morre após desabamento em bairro de Salvador
Foto: Reprodução/ Correio | A Vasco da Gama ficou completamente alagada após chuvas
Uma criança morreu após um imóvel desabar na região da Avenida San Martin, em Salvador, na manhã desta segunda-feira (27). De acordo com o Corpo de Bombeiros ao site G1, outras pessoas ainda estão soterradas no local e não há até o momento a confirmação do número de feridos.
Ainda de acordo com o G1, uma pessoa foi retirada dos escombros e levada para a Unidade Pronto Atendimento (UPA) da San Martin. O estado de saúde dela não foi divulgado.
Devido ao temporal que atinge Salvador desde a madrugada desta segunda-feira (27) diversas ruas e avenidas ficaram completamente alagadas. Segundo informações da Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador), motoristas devem redobrar o cuidado ao trafegar pelas principais vias da cidade.
Extraída do Acorda Cidade

Chuva, seca e crise ameaçam São João em cidades do interior


portal cleriston silva IMG588A chuva — ou a falta dela — e a crise econômica estão afetando até o São João este ano. A menos de dois meses do início dos festejos juninos, várias prefeituras já anunciaram que o arrasta-pé está comprometido. ]

Os casos mais drásticos são os dos municípios de Santo Amaro, no Recôncavo, Candeias, na Região Metropolitana, e Sento Sé, no Vale do São Francisco, onde as festas foram definitivamente canceladas. Com sérios danos causados pela chuva do último dia 13 de abril, Santo Amaro ainda faz as contas do prejuízo.

Mais de mil pessoas ficaram desabrigadas e a cidade vive em situação de emergência desde o dia 18. Na semana passada, o prefeito Ricardo Machado (PT) tomou uma decisão: “Diante disso tudo, o caminho é não fazer a festa. Provavelmente, em algumas comunidades e bairros, a população vai fazer alguma coisa, ‘vaquinhas’. Mas a prefeitura não vai fazer nenhum gasto”, assegurou o prefeito.
Segundo ele, R$ 1,5 milhão já estava destinado à festa deste ano, mesmo orçamento do São João de 2014, que teve atrações como a banda Calcinha Preta, além dos cantores Del Feliz, Beto Barbosa, Cicinho de Assis e Virgílio. “Agora, o dinheiro vai para as ações emergenciais”, disse Machado.

A cidade de Candeias também decidiu destinar a verba junina para minimizar os estragos da chuva, que atingiu a cidade no mesmo período. “Só com as bandas, seriam R$ 400 mil, mas o nosso São João gira em torno de R$ 600 mil”, disse o prefeito Sargento Francisco, do PSD. O município decretou situação de emergência e aguarda ajuda dos governos estadual e federal.

Mas, ao mesmo tempo em que há cidades sofrendo com a chuva, outras penam com a seca. Em Sento Sé, no Vale do São Francisco, 15.749 pessoas estão afetadas pela seca, e a cidade, em situação de emergência, também desistiu da festa de São João.

Os R$ 400 mil que seriam gastos com a festa deste ano serão revertidos para ações emergenciais de combate à estiagem. O decreto, assinado pelo prefeito Ednaldo dos Santos Barros (PSDB), no dia 8, determina o cancelamento de qualquer atividade comemorativa com recursos do município enquanto durar a situação de emergência.

Segundo Ednaldo, é preciso manter “os serviços básicos de saúde, educação, assistência social e cidadania”.

Emergência – Segundo a Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec), há hoje 27 municípios baianos em situação de emergência por conta da seca – e 358.026 pessoas afetadas por isso – e outros dois em emergência devido à chuva – com mais 8.700 atingidos (veja no mapa).

“Em situações de emergência, os gastos da cidade se concentram na emergência. Você passa a concentrar esforços para atender as pessoas que estão precisando, e você tem ajuda estadual e federal para mais rapidamente atender a população que está precisando de água, ou para consertar uma rua que a quebrou por conta da chuva, ou reconstruir uma estrada vicinal”, exemplifica o superintendente da Sudec, Rodrigo Hita.

Cortes – A presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Maria Quitéria Mendes, demonstrou preocupação com a escassez de recursos. “A situação está precária, pior do que nunca. Tem município este ano com arrecadação menor mês a mês. Com a diminuição da receita, alguns já sinalizaram que não vão fazer festa este ano. Outros vão priorizar por conta da tradição, mas, com certeza, vai ser um São João menos expressivo e com menos gastos”, disse.

Enquanto os cancelamentos foram feitos em cidades onde há emergência por conta da seca ou da chuva, municípios com festas tradicionais como Amargosa, Cruz das Almas, Piritiba, Senhor do Bonfim e Ibicuí já anunciaram que os investimentos este ano serão menores, diante da crise financeira.

portal cleriston silva IMG587Amargosa, no Centro-Sul, que no ano passado teve Danniel Vieira, Dorgival Dantas, Alceu Valença e Jorge & Mateus na grade de programação, ainda não sabe o que fará com a festa este ano. A prefeitura informou que, a esta altura, ainda está “estudando as atrações que vai contratar” porque tem “consciência da crise”.

Em Cruz das Almas, no Recôncavo, onde os festejos juninos costumam durar 30 dias, a programação este ano foi reduzida. “Ainda não sei de quanto vai ser a redução no orçamento, mas vamos fazer um São João menor, com cinco dias apenas. Os municípios brasileiros estão sofrendo muito, principalmente os baianos”, disse o vice-prefeito Ednaldo José Ribeiro, do PTC, que também coordena a execução da festa local.

A crise ainda bate à porta do São João de Senhor do Bonfim e de Piritiba, ambas no Centro-Norte. Em Bonfim, a organização anuncia que fará os festejos com boa parte das atrações locais. Em Piritiba, a diretora de Cultura, Valdívia Lima, concorda: “Com certeza, teremos redução de custos. Este ano, priorizamos um São João mais típico, com muita participação de quadrilhas, comidas típicas, casamento caipira. Vamos preencher, ao máximo, a programação com trios nordestinos”.

Ibicuí, no Centro-Sul, que em 2014 gastou R$ 860 mil com a festa de São João, vai empregar este ano R$ 680. O corte no orçamento é de 20%. “A gente está em negociação com as bandas, porque os valores que foram pagos no ano passado não são possíveis este ano, já que os recursos reduziram muito. Bandas de R$ 40 mil, R$ 50 mil, a gente está tentando fechar em R$ 25 mil ou R$ 30 mil”, disse Neto Santos, diretor de comunicação.

Prioridades – Mesmo diante da necessidade de concentrar os gastos públicos na redução de danos provocados pela seca ou pela chuva, há municípios em situação de emergência que, ainda assim, decidiram fazer a festa. É o caso das cidades de Tucano, Pilão Arcado, Cansanção e Andaraí, todas sofrendo com a seca.

Tucano, no Nordeste do estado, decidiu reduzir o número de palcos da festa que acontece no distrito de Caldas do Jorro. O diretor de comunicação Josevaldo Campos informou que a previsão é reduzir o orçamento de 30% a 40%.

“Manteremos os três dias de festa, mas reduziremos para um palco, em vez de dois, e também uma quantidade menor de bandas”, disse. A prefeitura se antecipou na busca por patrocínio privado e já pediu apoio ao estado. A Secretaria de Turismo disse que os detalhes estão em análise.

A prefeitura de Tucano chegou a publicar um decreto em que ficava proibida a realização de festejos com dinheiro público, mas foi deixada uma brecha para o São João. Em Pilão Arcado, a festa que não foi cancelada é a de Santo Antônio, de 10 a 13 de junho.

O diretor de eventos da cidade, Hagamenon Mangueira, disse que a prefeitura cancelou o Carnaval fora de época, em janeiro, para que não fosse cancelado o Santo Antônio. “A gente vai gastar entre R$ 300 mil e R$ 400 mil. No ano passado foi um pouquinho mais” disse, sem especificar valores.

“É uma questão cultural, o pessoal cobra bastante e não quer nem saber se está em emergência ou não. “A gente decidiu fazer para não acabar com uma tradição”, justificou Mangueira.

A presidente da UPB, Maria Quitéria, disse que a recomendação vai no caminho oposto, mas justificou que, em alguns casos, o patrocínio cobre as despesas: “Tem uma recomendação para não se fazer (a festa) para municípios que estiverem com decreto de emergência, por existirem outras prioridades. Mas alguns fazem porque também têm patrocínio e não interfere nas despesas do município”.

As cidades de Andaraí, na Chapada Diamantina, e Cansanção, no Nordeste, também não cancelaram, mas alegam que os gastos são pequenos, apenas com contratação de um trio de forró e estrutura para a apresentação.

Artistas mantêm agenda, mas notam dificuldades – Quem está acostumado a aumentar o volume de trabalho no período junino também percebe os efeitos da crise. O forrozeiro Adelmário Coelho é um deles.

“O mercado todo está retraído. Em termos de pedidos, por se tratar de um artista do segmento de forró genuíno, da linha de Luiz Gonzaga, os pedidos são intensos. Mas, se eu tinha 300 municípios, eu fui para 200”, avalia o diretor comercial e de marketing do artista, William Coelho.

De acordo com William, a redução de patrocinadores também afeta os trabalhos este ano. Ele cita o caso da Petrobras, que sempre foi um dos principais financiadores, mas que hoje passa por crise. Outra situação comum este ano é o pedido de redução de cachê.

“Antigamente, tinha atrações de peso nacional acima de R$ 200 mil. Hoje, eu desconheço a prefeitura que contrata, a menos que tenha um grande patrocinador”, observa. O forrozeiro Del Feliz também diz que observa uma conjuntura diferenciada na festa que considera a mais importante manifestação cultural nordestina.

“Este ano, de fato, existe uma conjuntura econômica diferenciada. Agora, óbvio que existem algumas situações em que a gente colabora com o valor, mas isso acontece praticamente todo ano”, diz. Para Del, nas cidades em que haverá festa mesmo diante das dificuldades, essa situação acaba forçando os municípios a priorizarem um São João “mais autêntico”. Ao mesmo tempo, Del Feliz diz entender a necessidade de cancelar alguns festejos.

Com dores após clássico, Ricardinho do Ceará está liberado para treinar


Com dores após clássico, Ricardinho do Ceará está liberado para treinar
Foto: Edmar Soares / Esportes O POVO
Um dos principais jogadores do Ceará e autor do único gol do alvinegro na vitória sobre o Bahia pela primeira partida da final da Copa do Nordeste, o meia Ricardinho, após o clássico contra o Fortaleza no último domingo (26), reclamou de dores abdominais e foi levado a um hospital.
 
De acordo com a assessoria de comunicação do clube, o jogador realizou exames e nada foi constatado. Ricardinho foi medicado, passa bem e se reapresentará normalmente  na tarde desta segunda-feira (27) para iniciar a preparação para enfrentar o Bahia na próxima quarta-feira (29), na Arena Castelão.

domingo, 26 de abril de 2015

TERRA ONDE OS DESAVISADOS ACABAM O PODER ESTÁ AUSENTE

BENGUELA TERRA ONDE OS DESAVISADOS ACABAM O PODER ESTÁ AUSENTE - Isaac dos Anjos tem vindo a perder espaço, autoridade e capacidade de governar Benguela, também por culpa de um grupo de personalidades ligadas ao poder central. Deixem-no, depois de tudo, governar livremente, sem limitações e com total autoridade.

Falências, dívidas, incumprimentos, incapacidades, desemprego, indiferença, congelamento de todos os processos de concessão de direito de superfície, arrogância e ironia.
Os benguelenses há muito não viviam tempos tão confusos e dramáticos. Porque as incertezas dos governadores que por Benguela passaram, nomeadamente Kundy Payhama e outros, juntam-se a autodestruição do MPLA. Porém, muitos deles estão obstinados em tripular o barco do MPLA até ao fundo do oceano e, rejeitam qualquer alteração na sua estratégia política. Maior incentivo ao fim do MPLA não podiam dar.

Benguela, tal como Angola toda, está condenada a viver em sobressaltos por muito tempo. À medida que se vai conhecendo a real amplitude do problema e se esfuma em Benguela o valor daquele que, ainda no ano passado era anunciado nos media como o mais inteligente e competente governador provincial, em termos de projectos activos, confirma-se que estamos ainda no prefácio deste pesadelo.

Como é que a realidade de Benguela com todas as tragédias, falta de dinheiro e cepticismo total, mudou tanto e tão pouco tempo, é o que falta perceber. E quando soubermos isso, talvez possamos compreender, nada de leve, o que até agora permanece indecifrável: como é que Isaac dos Anjos,governador de Benguela foi tão longe, anulando os benguelenses? Como é que arriscou tanto, ao ponto de excluir os benguelenses do exercício colectivo da província? Como destruiu a organização, a obra de uma vida dos benguelenses em menos de nada? Com que direito apelida os benguelenses de candongueiros de terrenos ao ponto de não reconhecer, assim como, não assinar os processos de pedido de concessão de superfície dos benguelenses? Como é que nenhum cidadão ou membro do executivo conseguiu chamar Isaac dos Anjos a razão? Teimosia? Irresponsabilidade? Ganância? Inimputabilidade? Tudo parece pouco para sustentar a tão negra realidade da província de Benguela.  

O jornal ChelaPress tem, de há muito tempo, chamado a atenção para vários dos aspectos da crise que se abate sobre Benguela, que se agrava com o tempo e sem medidas tomadas naquilo a que se chama os tempos piores. Na certa, os anos seguintes ainda vão ser piores, se nada for feito pelo governo central. Todavia, a medida que a crise avança as condições de vida do povo vão piorando, sem que se aviste uma luz no fundo do túnel.  O embandeirar em arco sempre que o preço do barril de petróleo subisse, deixou de ser possível, por se avizinhar tempos difíceis para o negócio do crude.

Para muitos milhares de angolanos e em particular benguelenses, o ano de 2015 é o ano mais trágico da sua vida. Só encontram algum reflexo disso nas noticias divulgadas pelos jornais privados.

Não há mentira mais abjecta do que “produzir mais para distribuir melhor”, apenas porque alguns números desgarrados da economia, que nem sequer chegam para fazer uma série  consistente, pioraram substancialmente com a suposta queda do preço do petróleo.

Neste contexto, que o Isaac dos Anjos nunca compreendeu bem, a organização, não conseguiu atrair nem renovar com coerência, nem fileiras, nem apoiantes indispensáveis para o sucesso do seu exercício.

Foram estas circunstâncias adicionadas à celebre reunião das terras, com todo o poder e mais os sobas, orientada por Bornito de Sousa, ministro da Administração do Território, um homem tecnocrata, inteligente e discreto, coadjuvado por Carlos Feijó e,  onde Issac dos Anjos cometeu a suposta “calinada”, marcaram o começo do fim de Issac dos Anjos, que não está a saber com inteligência dar a volta ao “bilhar”. Não faz sentido que, governantes como Bornito de Sousa, um dos maiores e mais admirados políticos do MPLA e Isaac do Anjos estarem de costas viradas e com ódio de morte. Por estas razões e outras mais, Isaac dos Anjos não dá a cara, não apresenta propostas públicas para debelar a crise, demonstrando como quase sempre, uma total ausência de ideias. Não comunica, não mobiliza, optando por viver fechado no seu ostracismo político.

No entanto, importa aqui salientar o desespero de Isaac dos Anjos face à falta de uma mão enérgica de José Eduardo dos Santos, presidente da República de Angola, quanto  aos abusos de Amaro Segunda, admnistrador do município do Lobito, apoiado por Manuel Vicente vice-presidente de Angola e Bornito de Sousa, visto hoje como adversário de Isaac dos Anjos, tem vindo a fragmentar as relações sociais e políticas na província de Benguela.

Isaac dos Anjos tem vindo a perder espaço, autoridade e capacidade de governar Benguela, também por culpa de um grupo de personalidades ligadas ao poder central. Deixem-no, depois de tudo, governar livremente, sem limitações e com total autoridade.

O que é que hoje sustenta o Isaac dos AnjosJosé Eduardo dos Santos, presidente da Republica de Angola. Ora o efeito de José Eduardo dos Santos sobre Isaac dos Anjos é mortífero. Criou um embrião de partidocracia, cada vez mais ínfimo que por sua vez amplifica as divergências porque os lugares são escassos ou ameaçam tornar-se ainda mais escassos. E gera aquilo que o venenoso Lenine chamava a “cretinização do sistema”. Os tribunos são bons e o Isaac dos Anjos a perdê-los cada vez mais.  Assim, como acabará Isaac dos Anjos?

Então, lupuka Isaac dos Anjos, que ainda és o nosso governador.